quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Fôlego dos afogados




"Como num mar agitado
com ondas rudes e frias que se jogam contra
tudo que se opõe a elas
O meio ditando o ritmo, um balanço triste e constante
Já não mais existem cores e o som único vem das
poucas batidas do peito
Ali não se respira, ali não existe voz
Só uma cruel resistência sem fim aparente
E o sonho de voltar à superfície e viver diferente
Já não bastasse a agonia da submersão ainda
há arrependimento
Ah se tudo pudesse ser novo e alegre
E pode...
Esperançoso é o fôlego
É sobrevivente e tem em mãos uma nova oportunidade pra ser o que for."

(Jéssica Rezende)

2 comentários:

Fernando Casaes disse...

Querida,

Como crítico literário tenho a dizer que a sua poesia é muito boa. Se eu pudesse mexer em alguma coisa, mexeria no finalzinho. Você escreve muito bem. Parabéns!

Fernando Casaes

Kinha Rezende disse...

Sugestão aceita. Brigada =)

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